• Gabriel Mendonça

Em qual continente estudar?

Eu tive a grande oportunidade de estudar em vários lugares, como Canadá (Vancouver), Reino Unido (Londres), Hong Kong e, claro, Brasil (Fortaleza).

Isso me permitiu entender as diferenças entre esses sistemas, e devo dizer que são bem diferentes.




Europa Minha experiência no Reino Unido é de uma cultura muito mais “descontraída”, na qual eles assumem que você é uma pessoa adulta responsável e cuidará de suas responsabilidades e, se não o fizer, a culpa será sua. Isso pode ser visto pela forma como os exames são realizados e a pouca ou nenhuma realização de chamadas nas aulas, especialmente durante o segundo e terceiro ano. É normal alunos não frequentarem aulas, uma vez que a presença em sala só conta como 10% da nota. Para alunos internacionais, é essencial estar presente nas aulas, uma vez que o visto depende disso e, portanto, sua responsabilidade de garantir que seu nome esteja na chamada.


Para as provas, geralmente a nota é concentrada em um exame no final do semestre ou, às vezes, no final do ano, que conta como quase 100% da sua nota. Isso varia conforme cada matéria, mas de acordo com a minha experiência, a maioria das aulas, especialmente nos módulos de filosofia, a prova final tem muito peso. Isso mostra que eles não estão lá para cuidar de você como no ensino médio e não solicitarão que você estude todas as semanas por meio de tarefas ou qualquer outra coisa; sua educação é sua responsabilidade.

Ásia Em Hong Kong, a experiência foi muito diferente, eu tinha aulas obrigatórias e que valiam nota, além de tarefas semanais. Diferentemente do UK, a nota era algo geral a que você construía durante todo o semestre. O professor tinha muito mais autoridade para dar a nota que ele queria e, de modo geral, parecia muito mais com o ensino médio. Durante o semestre, não tínhamos voz na correção de exercícios e provas, não tínhamos permissão para receber as provas depois que foram dadas as notas. Já que a prova poderia ser usada no próximo ano, a política do professor era postar as notas e não devolver as provas. Os projetos em grupo também eram muito mais comuns e, durante os seis meses em que fiquei em Hong Kong, fiz mais projetos em grupo lá do que durante todo meu período na King’s, de 2,5 anos.

América do Norte Algo muito particular do sistema norte-americano é a quantidade de tarefas de casa. Especialmente nos EUA, há menos horas de aula e muitas horas de lição de casa. Eles dizem que para cada hora de aula, você deve passar 2 horas estudando ou fazendo a lição de casa.

Eu poderia dizer que o sistema norte-americano é o meio termo entre o método de projetos em grupo de Hong Kong e a visão individualista do Reino Unido. Existem muitos projetos em grupo e exames finais pesados. Em certos momentos, o sistema supõe que o aluno seja um adulto responsável, enquanto em outros ele quer te segurar pela mão e te guiar pelo processo de amadurecimento. Obviamente, tudo depende de diferentes universidades e professores, variando na tolerância para faltas, número de exames e projetos.


No geral, eu não diria que um sistema é melhor que o outro, mas eles funcionam de maneiras diferentes. É importante entender o seu nível de disciplina e como você lida com pressão, pois ter um exame valendo 100% da nota pode ser um ambiente bem estressante. Eu também diria que as notas são vistas menos formalmente na Europa e na América do Norte do que em Hong Kong.


Oferecendo mais tempo para perseguir objetivos não acadêmicos, como a procura de empregos. Eu recomendaria a todos que entendessem quais são suas prioridades e nível de disciplina antes de decidirem que tipo de sistema é melhor para cada um. Preços das escolas, clima e onde deseja morar após o curso são fatores importantes a serem considerados. Ásia pode ser muito mais barato e mais quente que a Europa.



Disclaimer: Este texto vem da minha experiência como estudante no King’s College London, meu semestre no exterior em Hong Kong, onde estudei na Universidade de Hong Kong, e de experiências que alguns amigos compartilharam sobre os EUA.

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