• Gabriel Mendonça

Minha experiência de viver com um colega de quarto cuja cultura é muito diferente da minha

Melhores universidades e aprimoramento de habilidades de segunda língua – estas são algumas das razões mais comuns pelas quais as pessoas querem estudar no exterior, mas não incluem meu principal motivo: o sonho de estudar em um lugar onde eu moraria com pessoas muito diferentes de minha cultura Neste post, vou falar sobre alguns aspectos de ter um colega de quarto na universidade de uma cultura diferente.

“João, você pode trazer café para mim?”

Este foi meu primeiro grande desafio na faculdade. Yaro (meu colega de quarto) vem de uma cultura onde pedir ajuda o tempo todo é normal, e isso foi muito difícil para eu entender, porque se alguém faz isso no Brasil, essa pessoa é considerada “folgada”. Por exemplo, uma vez eu estava no meu quarto, e Yaro me ligou perguntando se eu poderia levar uma xícara de café para ele na biblioteca. Eu levei o café, mas furioso. Por que ele não pegou o café? Bem, decidi que tinha que descobrir se ele era “folgado” mesmo ou se era apenas um de seus traços culturais. Então, um certo dia eu testei ele! Eu estava na biblioteca estudando e liguei perguntando se ele poderia trazer café para mim; cinco minutos depois ele estava lá com meu café e um grande sorriso. A partir daí percebi que Yaro não é “folgado”; ele é apenas de uma cultura em que servir é intrínseco às pessoas. Yaro não sabe, mas com essa situação simples ele me ensinou a ser mais altruísta.

“Você pode parar a música? Meu amigo está tentando dormir.”

Eu sinto que a maioria dos brasileiros não é direta e tenta evitar conflitos o máximo possível. A cultura do meu colega de quarto não é assim. Se eles acham que estão certos, eles entram em conflitos para lutar por seus direitos. No meu primeiro ano na faculdade, tivemos dois colegas de quarto barulhentos que tocavam música alta até as duas da manhã. Ainda me lembro do dia em que Yaro bateu na porta e gritou: “Você pode parar a música? Meu amigo está tentando dormir.” Fiquei impressionado. Eu nunca faria isso, principalmente porque os EUA não é minha pátria. Mas na cultura de Yaro isso era algo normal de se fazer, e ele faria isso sem nenhum problema. Com essa situação, comecei a perceber a importância de ser direto nos casos em que você está certo. Evitar conflitos não é a melhor maneira de resolver problemas.

Ser altruísta e direto – duas características que eu não tinha antes de conhecer o Yaro. Morar com ele no meu primeiro ano de faculdade me ajudou a crescer muito, não apenas pessoalmente, mas profissionalmente. Depois de viver com o Yaro, tornei-me muito mais compreensivo sobre as situações e, além disso, tornei-me mais empático. Há pessoas neste mundo que vivem de maneiras muito diferentes, e ficar exposto a isso é permitir-nos crescer de maneiras incríveis.



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