• Gabriel Mendonça

Checkpoint: The “easy” third

Nesse momento eu estou entre o primeiro e segundo ano da minha faculdade. Olhando para trás, posso ver que muita coisa se passou, e o primeiro ano, dito ser o ano mais fácil por muitos, passou extremamente rápido.

Por mais que seja o ano academicamente menos desafiador (pelo que me falaram) várias outras dificuldades são específicas desse momento, e com cada desafio, uma experiência diferente. O assustador “temor” do Reino Unido, onde você multiplica o preço de tudo por 5, não sabe se vai entender o sotaque da pessoa até falar com ela, e no qual você não tem referencial acadêmico nenhum já passaram. Estou aprendendo cada dia que passa mais e mais sobre os maneirismos ingleses e como funciona essa terra de muita chuva e pouco sol.

Cheguei para a primeira semana atrasado, perdi grande parte da “fresher’s week” uma semana em que a universidade organiza diferentes eventos para os alunos se conhecerem e conhecerem a universidade, um aquecimento antes das aulas realmente começarem.

Isso se mostrou uma dificuldade no início, já que os “círculos de amizade” já tinham começado a se formarem, mas o fato de já ter procurado fazer contatos na universidade antes de ir me ajudou bastante. Além disso, eu tive outras oportunidades para fazer amizade com os meus colegas de curso. Verdade seja dita, eles estão provavelmente mais perdidos que você, de um ponto de vista utilitário, fazer amizade com segundo anistas é bem mais útil, especialmente no início.

Logo depois disso, todo dia parecia ter um evento diferente para ir, em alguma das 3 principais “universidades de Londres”, King’s, LSE e UCL. E com tantas oportunidades únicas de aprendizado, fica difícil você dar atenção a sua leitura obrigatória, já que ela estará lá quando você voltar de qualquer forma, e o “guest speaker “da noite não.

Um adendo, como aluno de uma das “universidades de Londres” você normalmente tem acesso a eventos em qualquer outra e às vezes pode até mesmo fazer cadeiras em alguma outra. A LSE fica do outra lado da rua do meu campus da King’s e a UCL a 15 minutos andando, todos alinhados na mesma rua.

Após ter aprendido a lidar melhor com meu “time management”, veio a vez das “spring weeks”, eu ainda irei escrever um post completo sobre elas, mas são basicamente programas de uma semana em que alunos de primeiro ano podem aprender mais sobre uma empresa, muito comum principalmente entre bancos e consultorias.

Esses programas são extremamente competitivos e foi o primeiro momento em que eu senti de verdade a competitividade dos alunos. É forte, mas nada que não seja saudável, com exceção de uma minoria.

Eu diria que o grande crescimento durante o meu primeiro ano foi gerado principalmente fora do ambiente normal da sala de aula. Problemas que eu já esperava, como a adaptação ao UK e também coisas que eu nem sabia que existiam, como as “spring weeks”. De qualquer forma, todos esses desafios me fizeram crescer.

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